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NOVIDADES E EVENTOS

08/01/20

Gerenciamento de obra: gasto ou ganho?

Um bom gerenciador de obra pode facilitar a vida de quem constroi

Quem começa uma obra “por conta” ou com “o pedreiro que fez a casa de meu pai”, achando que vai economizar comete um ledo engano. Para gerenciar bem uma obra, há de se ter em mente a complexidade, nem sempre compreendida, do trabalho que dá e os tantos erros que se pode cometer.

Gerenciar uma obra significa administrar, ao mesmo tempo, o cumprimento do cronograma dentro da previsão financeira – dois pontos cruciais para o transcorrer da obra sem apertos, perda de tempo e dores de cabeça. Isso inclui administrar os demais serviços e profissionais envolvidos no processo, esses com formações e comportamentos os mais diversos. Cobrir os faltantes ou aqueles que não deram conta do serviço, gerenciar os vários orçamentos e prazos de entrega para que nada pare o processo.  Caso isso não ocorra, poderá haver inúmeras perdas  financeiras e desgastes emocionais,  comprometendo a qualidade, o tempo, os valores e até a saúde  dos envolvidos. Só quem conhece algum caso ou sentiu na própria pele os inúmeros problemas de uma obra vai dar valor a esses fatores ate então impensados.

Além da equipe de profissionais ser grande e diversificada –arquitetos, engenheiros de projetos complementares , mestres, pedreiros, serventes , além de  eletricistas, encanadores, gesseiros, serralheiros, pintores, instaladores de ar-condicionado, de esquadrias, colocadores de revestimentos, montadores de móveis, até paisagistas e/ou jardineiros , entre outros -  com necessidade de coordenação e supervisão constantes, deve-se atentar para dois aspectos muito importantes: a previsão financeira, que requer constante monitoramento, e o cronograma executivo, que, caso não é cumprido, pode, além de causar dissabores, gerar gastos em virtude de pagamentos de novas diárias, alimentação, entre outros. A cada erro, retrabalho, atraso, novo cronograma precisa ser calculado, e com ele novos gastos.

O gerenciamento é parte de qualquer obra, devendo ser compreendido como um investimento indispensável. Mesmo com os custos envolvidos na contratação do gerenciador, os ganhos são significativos: rapidez na conclusão dos prazos, segurança nas informações e confiança no suporte técnico são, com toda certeza, fatores que reduzem o estresse do cliente e justificam esse serviço.

E vai além: um gerente de obra é responsável por contratar mão de obra especializada, coordenando cada profissional individualmente em todas as etapas; escolher materiais e acabamentos, revisando a entrega e acompanhando sua aplicação, evitando erros e desperdícios; respeitar e cumprir o orçamento e o cronograma; zelar pela fiel execução dos projetos e pelo produto final. Alterações podem ser necessárias no decorrer da obra em razão de imprevistos, como as chuvas, o prazo de entrega de materiais, o orçamento apertado, trocas de mão de obra – o que só um bom gerenciador pode encontrar a melhor solução, sem comprometer o projeto aprovado nem o resultado esperado. Uma forma de manter o orçamento previsto e sem atrasos na tão esperada “entrega da chave”. Vale a pena pensar nisso.

 

Joyce Diehl, arquiteta, para a Construtora Embraconi