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NOVIDADES E EVENTOS

23/11/17

Adequar a casa ao terreno ou vice versa? Isso pode definir os custos básicos de sua obra!

Pensando em construir a “casa dos sonhos”? Está pensando em comprar um terreno? Ou já possui alguma propriedade? Você sabe o quanto vai poder construir nesse espaço?

 

A localização é importante, sim. Terreno alto ou baixo?  E em relação à rua? Isso já define várias caraterísticas de seu projeto. Terrenos altos podem trazer lindas vistas, dar asas à imaginação em termos de terraços, piscinas e decks suspensos. Mas podem pedir gastos extras com rampas de acesso e com estruturas as belas “ flutuantes”.  E tornar a casa " cansativa" em termos de muitas escadas. Terrenos baixos, ou abaixo do nivel da rua, por sua vez, precisam ser verificados com cuidado pela questão umidade e sua relação com a rua ( acesso, águas pluviais, etc.).  Mas, tanto quanto é importante verificar o terreno – seu “caimento”, as divisas, o solo ( pedras? Barro? Firme ou nem tanto? Úmido? Seco? Vegetação abundante?) , é necessário ver todas as possibilidades dele.

Quanto às dimensões  - e o formato ou o tamanho dele - do terreno são apenas um dos fatores a serem analisados ao fazer a sua escolha, do como sua casa vai ficar situada nele. Mais importante que isso é a sua área útil, ou seja, a porção do terreno em que você pode efetivamente construir. Esse valor depende de vários fatores que são determinados por lei e para entender bem isso é essencial que se faça um estudo dessa legislação dentro das normas do Plano Diretor ou Plano Urbano da cidade, que define que tipo de uso pode ter sua obra ( residencial, comercial, misto, etc.) , altura máxima, ocupação ( quanto de área construída em relação à área do terreno) , entorno ( a vizinhança) , etc. Cada cidade é dividida em várias zonas e cada uma delas possui normas diferentes em relação aos recuos ( afastamento em relação à rua e terrenos vizinhos) , ao quanto que a área pode ser ocupada, à porção do terreno que deve ser permeável a água, altura máxima, entre outras regulamentações. E mais: garante que você não construa uma bela casa em uma área que pode receber, por exemplo, um prédio que tampe suas vistas e sua ventilação /insolação. Ou até uma “indesejável” fábrica ou oficina mecânica de motores ao lado de sua silenciosa casa.

Visto isso, e tudo dentro do esperado, o projeto da casa deveria se adequar ao terreno – e não o contrário. Toda vez que se “mexe” com a natureza, removendo terra, pedras, vegetação existente ou, ao contrário, fazendo aterros, isso atrasa, dificulta e encarece a construção.  Outro fator que se vê com certa frequência é escolher o terreno, fazer o projeto, aprová-lo dentro das leis e na verificação do terreno para um correto orçamento de obra, deparar-se com gastos extras com rampas, acessos difíceis de carros e pedestres, fechamentos do terreno com muros muitos altos e específicos para “ segurar” possíveis contenções – bem normais em terrenos íngremes , quase uma obra a parte. Na dúvida, chame um engenheiro de confiança antes mesmo de propor o projeto. Uma breve olhada no terreno e, em alguns casos, análise prévia do solo, pode evitar surpresas desagradáveis ou gastos e cronogramas extras não pensados. Fica a dica. 

 

Joyce Diehl, arquiteta